Policlínica de Posse conscientiza pacientes sobre a paralisia cerebral
Ação multiprofissional destacou a importância da inclusão, da acessibilidade e do acompanhamento especializado
A Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse, unidade do governo de Goiás realizou uma ação multiprofissional na recepção médica da unidade, com orientações a pacientes e acompanhantes sobre o Dia Mundial da Paralisia Cerebral, celebrado em 6 de outubro. A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a condição e conscientizar o público sobre a importância do diagnóstico precoce, do respeito e da inclusão social.
Durante a atividade, os profissionais de fisioterapia compartilharam informações sobre a paralisia cerebral, condição neurológica permanente que pode afetar o tônus muscular, a postura e o controle dos movimentos. A alteração está relacionada a lesões ou anormalidades no cérebro em desenvolvimento, que podem ocorrer durante a gestação, o parto ou os primeiros anos de vida.
Informação e inclusão
Embora a paralisia cerebral seja uma condição permanente, suas manifestações variam de pessoa para pessoa, assim como as necessidades de acompanhamento e as possibilidades de desenvolvimento. Por isso, a conscientização também busca combater preconceitos e destacar a importância de garantir acessibilidade, respeito e igualdade de oportunidades às pessoas com a condição.
“Levar informação aos pacientes e acompanhantes é uma forma de ampliar o conhecimento sobre a paralisia cerebral e reforçar a importância do respeito às individualidades. Cada pessoa tem suas próprias necessidades e potencialidades, e a inclusão precisa fazer parte do cuidado e da convivência em sociedade”, destaca o fisioterapeuta da unidade, Ramon Pimentel.
O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e atendimento médico especializado, é importante para estimular a autonomia e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes. O acesso à assistência pode começar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pelo atendimento inicial e pelos encaminhamentos necessários à rede especializada, como os Centros Especializados em Reabilitação (CERs).
Por Débora Alves