O choque da Xiaomi

O promissor mercado de smartphones da China deu origem à empresa genuinamente inovadora

1425553311787Uma reunião em Pequim entre Choi Yang-hee, ministro das telecomunicações da Coreia do Sul, e Lei Jun, fundador da Xiaomi, revelou algo importante. O fato de um ministro sul-coreano visitar uma empresa de tecnologia chinesa demonstra o temor da Samsung de ser derrubada pelo “choque Xiaomi”.

No ano passado, suas vendas mundiais chegaram a 61 milhões de celulares, tornando-se a sexta maior fabricante do mundo. No último trimestre de 2014, a companhia superou todas as concorrentes, nacionais e internacionais, no território chinês e foi a marca que mais vendeu celulares no país. A meta para 2015 é atingir a marca de 100 milhões de unidades no mundo inteiro.

A empresa já deu o primeiro passo para alcançar seu objetivo. Começou a vender telefones nos países do Sudeste Asiático e firmou uma parceria com uma das principais companhias de comércio eletrônico da Índia. O plano consiste ainda em vender fones de ouvidos e outros acessórios nos Estados Unidos.celular_theeconomist

Porém, a lucratividade ainda é uma preocupação. A empresa admite que teve uma margem maior de lucro com a venda dos brinquedos promocionais, um coelho, do que com os aparelhos. Outro empecilho é o fato de ela não ter propriedade intelectual. Um tribunal indiano está investigando as queixas de que a Xiaomi desobedeceu à sua ordem de parar as vendas de alguns dos seus telefones no país, por causa de um processo sobre patentes.

Mesmo com essas adversidades, a empresa chinesa causa preocupações nas gigantes das telecomunicações. Seus celulares não são tão bons quantos os da Apple e Samsung, por exemplo, mas são muito melhores do que as concorrentes que trabalham a preços mais baixos. O que preocupa as grandes empresas é o poder de ‘fogo financeiro’ da Xiaomi. Cerca de 39 bancos se apressaram para oferecer US$ 1 bilhão em outubro. Em dezembro, outros investidores, como o fundo soberano de Cingapura, e o DST, da Rússia, forneceram US$ 1,1 bilhão. Hoje a empresa vale aproximadamente US$ 45 bilhões, sendo a startup mais valiosa do mundo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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