Fechamento do Seed surpreendeu as empresas em Minas Gerais

Com fechamento de incubadora do Governo do Estado, empresas recorrem a escritórios colaborativos para trabalharem em BH

seed1Depois que o escritório colaborativo e incubadora de startups Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development) amanheceu,segunda-feira, 30 de março, com as portas fechadas, em Belo Horizonte, as empresas instaladas no ambiente se viram em uma situação complicada. Sem o espaço para funcionar, tiveram de recorrer, de última hora, a outros lugares para manter suas atividades.

As empresas afetadas estão recorrendo a outros escritórios colaborativos particulares de Belo Horizonte. Coworkings como Hotmart e San Pedro Valley, têm recebidos as startups que foram despejadas pelo governo para tentar diminuir os impactos causados aos empreendedores da região. Uma reunião nesta quarta-feira (1º/4), mantida entre governo e empresários para que haja um melhor caminho a seguir e que favoreça tanto as startups quanto a Sede (Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais).

O programa, criado pela administração anterior do Governo de Minas Gerais, era administrado pelo Escritório de Prioridades Estratégicas do Estado. O departamento foi extinto pelo atual governo, que exonerou também os gestores do programa Seed.

O fechamento do escritório surpreendeu a todos. Até mesmo empresas que já passaram por lá e que hoje têm sede própria se sentiram afetadas com a ação.  Segundo Alexander Leal, da empresa SemSenha, o feito causa um impacto em todo o ecossistema empresarial. “Nosso escritório hoje é em Juiz de Fora. Porém, temos reuniões com clientes e novos clientes em Belo Horizonte e utilizamos o Seed”.  Para o empresário, com a mudança na coordenação do programa, o projeto não continuará o mesmo. “Não haverá continuidade, a equipe foi mudada, os responsáveis foram exonerados. O que vier agora será um novo programa”, pondera.

Em nota oficial, a Sede) que ficou responsável pelo programa após a saída dos coordenadores, alega que o projeto não acabou e não corre nenhum risco de ser descontinuado. Alega, também, que por ter mudado a administração alguns contratos foram cancelados, inclusive o de aluguel, por isso o escritório permanece fechado.

Para Ivan Guimarães, responsável pela empresa Tião Camaleão, tudo não passa de uma rixa entre políticos. “O governo atual não tem o menor interesse em manter um projeto de sucesso que foi iniciado pelo governo anterior”, explica. “É uma pena, não tiveram nenhum respeito com as empresas, simplesmente fecharam e colocaram um aviso na porta”, finaliza laconicamente.

 

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