Avanço do número de usuários do aplicativo assusta executivos, que buscam soluções para driblar o software

              Com mais de 500 milhões de downloads, o crescimento do Ad Block assusta executivos, que temem sofrer uma diminuição de receitas oriundas da publicidade digital. Em março, representantes da Federação Mundial de Anunciantes, do Fórum econômico Mundial e do Interactive Advertising Bureau Europe reuniram-se em Londres para debater como lidar com os bloqueadores de anúncio.

                Apesar da ameaça que o aplicativo representa ao mercado, houve um consenso entre os participantes: o usuário deve ter ferramentas para rejeitar aquilo que não considera adequado; apenas um número limitado de anúncios deve ser exibido; e melhores métricas de publicidade podem ser utilizadas para realizar uma entrega mais precisa. É consenso que vários websites vêm adotando uma estratégia agressiva de publicidade, que acaba tornando o Ad Block não apenas opcional, como essencial.

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                    André Vinícius, diretor de publicidade do Portal Uol, fala sobre as estratégias adotadas: “Nós adotamos uma elaboração de um manual de boas práticas para o desenvolvimento de anúncios mais atraentes e menos intrusivos, melhorando a experiência da audiência”. A luta, segundo Vinícius, não é para driblar o software: “O usuário que tem o Ad Block instalado pode escolher os sites em que deseja continuar vendo anúncios”. Adotando linha parecida ao Uol, o New York Times passou a exibir mensagens aos usuários do aplicativo, convidando-os a colocar o website na lista de sites com anúncios autorizados. Adotando uma linha oposta e mais severa, o jornal alemão Bild optou por impedir o acesso ao portal de usuários que tem o aplicativo instalado.

                 É consenso que essa discussão terá como efeito a melhoria da experiência do usuário. Uma métrica mais elaborada deve trazer resultados melhores e diminuir o número de anúncios necessários, já que a taxa de retorno será maior. Embora o número de usuários do Ad Block ainda não seja significativamente grande em relação ao total, é necessário que as empresas entendam as tendências mundiais e optem por uma publicidade menos intrusiva, que torne a experiência mais interessante para o usuário.

Fonte: Meio e Mensagem