O aplicativo identifica spams mesmo sem invadir a privacidade do usuário

A luta do WhatsApp contra spam (publicidade em massa) e notícias falsas não é um processo simples. As pessoas que utilizam o aplicativo com essas finalidades, possuem diversas técnicas para burlar os limites de envio de mensagens. Entretanto, hoje, 75% dos perfis irregulares são banidos sem a necessidade de intervenção humana e antes mesmo de começarem a agir na plataforma.

Em apresentação na cidade de Nova Deli, na Índia, Matt Jones, um dos engenheiros de software do WhatsApp, se uniu a executivos da companhia para explicar os esforços recentes da companhia contra esses fenômenos e o discurso de ódio na plataforma. De acordo com ele, são diversos os fatores que levaram à criação de uma inteligência artificial que avalia as mensagens como se fosse um usuário. A experiência ruim de muitos usuários ao longo dos últimos anos pavimentou o caminho para as atitudes atuais.

Privacidade protegida

Como a privacidade dos usuários é protegida por criptografia, o app não tem acesso às nossas mensagens. Assim, recorre a diversas técnicas para saber o que ocorre na rede. O principal elemento utilizado pelo app é chamado de “ações de usuários”. Nesse sistema estão incluídos registros de dados das mensagens e até a taxa de mensagens enviadas. É possível olhar esses dois pontos sem quebrar a criptografia da conversa.

A empresa usa três momentos para identificar possíveis transgressores: no ato de registro, durante troca de mensagens e em respostas negativas a denúncias feitas por outros usuários. Durante o registro, o WhatsApp usa seu número de telefone para verificar as coordenadas do celular. O algoritmo usa informações do dispositivo como detalhes do aparelho, endereço de IP e operadora para flagrar a criação de contas maliciosas. Se uma rede de computador tenta registrar contas em massa ou um número de telefone similar a um que tenha tentado registrar várias contas antes, o sistema bloqueia esses usuários antes mesmo deles poderem enviar uma mensagem.

Além disso, a companhia consegue verificar o indicador de “digitando…” no topo da conta ou perceber que um usuário enviou 100 mensagens em 10 segundos cinco minutos após o registro para flagrar sistemas automatizados em ação.

Em alguns países, a companhia também iniciou campanhas de conscientização em parceria com operadoras de telefonia e administradores de totens de propaganda. A ideia é fazer os usuários pensarem na validade das informações compartilhadas pelo WhatsApp antes de levá-las adiante.

Fonte: UOL, CanalTech