Bicicletas compartilhadas são a nova aposta dos criadores da 99 táxi com o aplicativo Yellow

Bicicletas compartilhadas: a nova aposta dos criadores da 99, que agora lançam o aplicativo Yellow, a partir da experiência iniciada em 2012. Naquele ano surgiu o app de mobilidade 99, que trouxe facilidade na solicitação de táxis e mais segurança à operação, por meio de fichas cadastrais dos motoristas e passageiros, além de ter disponibilizado pagamento por cartão de crédito. Agora, os criadores da iniciativa trazem um novo projeto, de compartilhamento de bikes.

A startup 99, que foi percursora do modelo no Brasil, se inspirou no aplicativo MyTaxi, da Alemanha, descoberto pelo argentino Ariel Lambrecht durante uma viagem. Ao voltar para o Brasil, ele se juntou ao colega do curso de Engenharia Mecatrônica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Renato Freitas, para criar a versão nacional do aplicativo, encontrando no caminho mais um sócio, o empreendedor Paulo Veras.

Nos últimos seis anos, a startup cresceu, tornou-se referência, e os administradores sentiram que seus deveres estavam cumpridos. A 99, então, foi comprada pela gigante chinesa Didi Chuxing por US$ 600 milhões, no início desse ano.

Lambrecht e Freitas, entretanto, não quiseram descansar e resolveram se reinventar na área da inovação. Já estão trabalhando na próxima startup da sociedade, a Yellow, a ser lançada em julho de 2018. Mais uma vez eles apostam no transporte e trazem inovações. Agora, o aplicativo oferecerá bicicletas compartilhadas.

Funciona assim: por meio do app, o usuário visualiza onde tem uma bicicleta da startup disponível – pode ser em qualquer lugar, já que elas não ficam presas a uma estação específica, como é o caso das bicicletas operadas pelo banco Itaú. Ao encontrar a bike, é preciso escanear o QR Code estampado nela para destravá-la e sair pedalando. Ao chegar a seu destino, o cliente pode deixar a bicicleta em qualquer lugar e bloqueá-la de novo pelo celular. O aluguel custará R$ 4.

Os empreendedores sabem dos desafios para implementar a ideia no Brasil, como a falta de infraestrutura para ciclistas, vandalismo e furtos. Para tentar driblar a situação, além de não ter marcha e os pneus não servirem em outros modelos, cada bicicleta será equipada com um GPS embutido, que acompanhará sua localização em tempo real.

A partir de julho, 20 mil bicicletas amarelas vinculadas ao aplicativo já estarão pelas ruas de São Paulo. A meta é chegar a 100 mil bicicletas em todo o país em até dois anos.