Médico de Ribeirão Preto é autor do projeto que vem ganhando destaque nas sociedades médicas do internacionais.

O International Journal of Dermatology, publicação oficial da Sociedade Internacional de Dermatologia, acaba de publicar artigo sobre o projeto “Saúde da Pele do Pescador”, desenvolvido pelo dermatologista Fred Bernardes Filho, de Ribeirão Preto. O trabalho já conquistou o prêmio Prêmio Protetores da Pele, concedido pelo Instituto Protetores da Pele, do Rio de Janeiro (RJ).

Fred Bernardes Filho entrevistou 388 pescadores nas colônias de pesca da Baía de Guanabara-RJ e mapeou os acidentes mais comuns relatados por pescadores. “A coleta de dados da atividade pesqueira é fundamental como subsídio para qualquer política de fomento à pesca, organização do setor e quantificação de eventuais perdas decorrentes de acidentes ambientais ou com os pescadores. O elevado índice de acidentes revela carência de treinamento e educação em saúde. A pesca é atividade perigosa e coloca os pescadores em risco de morte sete vezes a mais em comparação com outros setores industriais juntos”, alerta o dermatologista, que é doutorando do Programa de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.

O projeto Saúde da Pele do Pescador também já foi tema de reportagem no Community Dermatology Journal, publicação da International Foundation for Dermatology (IFD). A IFD é uma organização sem fins lucrativos, cujo o objetivo é melhorar o atendimento dermatológico em áreas desatendidas do mundo. O projeto já foi divulgado pelo Colegio Ibero-Latinoamericano de Dermatología (CILAD), entidade médica com atuação em 23 países latino-americanos que objetiva fomentar a pesquisa em dermatologia. A IFD atua como um braço do Comitê Internacional da Liga Internacional de Sociedades Dermatológicas (ILDS, sigla em inglês) e representa mais de 100 mil especialistas em dermatologia e enfermeiros de mais de 60 países. O dermatologista também editou a cartilha “Saúde da Pele do Pescador” e o gibi “Histórias Verdadeiras de Pescador”, distribuídos entre pescadores e comunidades de pesca.

 

O artigo na íntegra: http://protetoresdapele.org.br/wp-content/uploads/2019/02/16283431.pdf