Agora o CPF pode ser usado para substituir a Carteira de Trabalho e até a Carteira Nacional de Habilitação

O brasileiro está acostumado a carregar diversos documentos diferentes de identificação: CPF, RG, carteira de trabalho, carteira de motorista, título de eleitor, entre outros. Para facilitar para o cidadão, o governo propôs a criação de um documento único que pode ser aceito para todos esses fins. O eleito foi o CPF que já começa a ganhar mais importância e ter novos usos.

Um decreto publicado pelo Diário Oficial da União declarou na última terça-feira (12) o início a essa unificação. Agora, o CPF passa a substituir todos os “números de inscrição existentes em bases de dados públicas e federais”. Ou seja, o número único poderá ser usado em cadastros, formulários, sistemas e outros instrumentos para prestação de serviço público. Assim, haverá um campo obrigatório para preenchimento do CPF.

Vale por muitos

O CPF passará a substituir o número e série da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); o número do cadastro do Programa de Integração Social (PIS); o número de Identificação do Trabalhador (NIT); o número da Carteira Nacional de Habilitação; e diversos outros registros de inscrição presentes em bases de dados públicos.

Mas não todos

O único porém é que o decreto não altera os processos que já estão em andamento nos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito ou do Ministério da Defesa. O CPF também não substitui alguns outros documentos, então é preciso portar, por exemplo, a carteira de motorista ou o certificado de alistamento militar.

Os órgãos públicos terão um prazo de três meses para se adequar as novas normas, que parecem ser uma preparação para a implementação do Documento Nacional de Identidade, além do prazo de um ano para atualizar a base de dados a partir dos números de CPF.

Criado em 1968 o CPF é feito a partir de duas séries de números que codificam vários dados da pessoa, como a cidade em que vive. Combinadas, as séries geram um número único. A lógica usada permite que ele seja verificado como válido ou não automaticamente, por meio de uma fórmula.

Com informações do portal Olhar Digital e Superinteressante.