Portadores tratados com igualdade de oportunidades têm vida saudável e passam dos 60 anos

Dia Mundial da Síndrome de Down – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 1920, a expectativa de vida de uma pessoa com síndrome de Down era de apenas nove anos de idade. Na década de 1940, passou para 12 anos. Atingiu os 30 anos somente nos anos 1980. A partir dos anos 2000, houve novo salto e a marca chegou aos 60 anos . Atualmente, especialistas já tratam como natural que a tempo média de vida de portadores seja igual ao da população em geral.

Segundo o Médico Karlo Quadros, esse aumento se deu por conta de uma melhoria significativa nas tecnologias de saúde e no acesso aos cuidados necessários. Contudo, ele acredita que outro fator foi determinante para o aumento da expectativa de vida: a inclusão social.

No dia 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma campanha lançada em Genebra, na Suíça, e em Nova Iorque, nos Estados Unidos, busca lembrar que todos os portadores dessa condição devem ter oportunidades de contribuir para a comunidade. A iniciativa ressalta que eles merecem ter suas vidas valorizadas, com plena inclusão e igualdade de oportunidades em todas as áreas da sociedade.

Edson Colares também acredita que a inclusão das pessoas com Down nas escolas, por exemplo, é muito importante para o enfrentamento dos preconceitos. Ele á pai de Liane Colares, portadora da síndrome, que nasceu na década de 1960.

Segundo Colares, Liane enfrentou todos os tipos de dificuldades, mas foi alfabetizada, incluída em escola regular, teve apoio da família e hoje é uma referência. Liane já escreveu um livro, faz teatro e não aceita o preconceito como limite.

Contudo, os desafios ainda existem e não são poucos. Para o médico Karlo Quadros, que também é pai de uma criança com Down, é importante avançar nos direitos dessa parcela da população.

Fonte: Agência Brasil