O aplicativo tem funcionamento semelhante ao Linkedin e tem o objetivo de saber mais sobre a trajetória de seus ex-estudantes

O grande contingente e rotatividade de estudantes dificulta que as instituições de ensino tenham controle mais efetivo na formação desse público. Consequentemente, fica prejudicado o acompanhamento sobre o eventual sucesso profissional do ex-aluno. A Universidade de São Paulo idealizou uma forma de cobrir essa defasagem com a criação da plataforma Alumni USP, em 2013, que foi aberta ao público em 2016.

O projeto tem como base o conceito disseminado em instituições do exterior, sobretudo na Inglaterra e nos Estados Unidos, em universidades como Oxford e Harvard. Nessas instituições, é comum o apoio financeiro de antigos alunos, que se destacaram em suas trajetórias acadêmicas e profissionais. Por esse motivo, a universidade busca aprimorar contatos profissionais e acadêmicos, promover o reencontro de colegas e aproveitar oportunidades para engatar trabalhos de pesquisas, entre outras iniciativas.

Atualmente, a rede conta com cerca de 21 mil ex-alunos registrados. Trata-se de 7% dos 286.901 estudantes cadastrados que concluíram a graduação e a pós-graduação (mestrado e doutorado) na universidade nas últimas cinco décadas. Dentre esses números, os alunos mais ativos são oriundos das maiores unidades da USP: a Escola Politécnica (Poli) e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

A responsável pelo desenvolvimento do software do Alumni USP é a iAlumni, startup fundada por ex-alunos da Poli. A empresa está incubada na STI (Seção Técnica de Informática), onde recebe apoio para seu desenvolvimento. Segundo Marina Helena Gallottini, da Faculdade de Odontologia da USP e coordenadora do escritório Alumni USP, a meta para 2018 é estimular o uso mais frequente da rede. Para isso, os pesquisadores fazem divulgações nas redes sociais e em meios de comunicação da própria universidade.

A USP não é a primeira instituição brasileira a criar uma rede para reunir ex-alunos. Outras universidades como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), Unicamp e Unesp já tiveram esse tipo de iniciativa, com utilização de aplicativos para conectar alunos e ex-alunos.