Tecnologia para “ouvir” pensamentosPesquisadores do MIT (Massachussetts Instituto of Technology), uma das mais importantes universidades do mundo, inventaram um sistema que faz parte do imaginário da humanidade. Quem nunca pensou em uma tecnologia para “ouvir” pensamentos da pessoas? As pesquisas da renomada instituição mostram que isso está perto de ocorrer.

O sistema AlterEgo é um headset  que consegue identificar e traduzir a subvocalização (sinais neuromusculares enviados pelo cérebro para o rosto), usando eletrodos ao redor da mandíbula e do queixo. Com a ajuda da inteligência artificial, eles identificaram padrões nas ondas cerebrais e nas expressões faciais das pessoas. Essas informações alimentam uma rede que identifica as palavras subvocalizadas.

Os fondes de ouvido, de condução óssea, também transmitem vibrações dos ossos da face até a orelha para transmitir informações para a pessoa. Esse dispositivo se conecta a um computador via bluetooth e permite uma conversa bidirecional, silenciosa e discreta com as máquinas.

“A ideia era ter uma plataforma de computação que conecta o humano e a máquina e parece uma extensão de nossa própria cognição”, explica Arnav Kapur, pós-graduando do MIT e principal autor do estudo, apresentado em março na 23ª IUI ’18 – Conferência Internacional sobre Interfaces Inteligentes de Usuários.

Em fase de testes, alguns participantes usaram o sistema para relatar, de forma silenciosa, os movimentos dos adversários em um jogo de xadrez e, também de forma silenciosa, receber recomendações de movimentos de um programa computacional que joga xadrez.

Em outro experimento, os participantes conseguiram responder, de forma indetectável, ​​problemas computacionais complexos, como a raiz quadrada de números elevados. O dispositivo obteve 92% de precisão ao traduzir pensamentos. “Acho que vamos conseguir uma conversa completa algum dia”, disse Kapur que acredita que essa taxa vai melhorar.

O MIT ainda não divulgou quando o AlterEgo será comercializado pois está coletando dados para aprimorar o reconhecimento e adicionar mais palavras a serem interpretadas.

É possível imaginar que futuramente o tamanho do dispositivo diminua e ele se aloque ao rosto de uma maneira mais sutil. Os pesquisadores também sugerem que com a Internet das Coisas (IoT) será possível controlar eletrodomésticos e dispositivos (ligar / desligar a luz, controlar a TV etc). O sistema também será útil para ambientes com alto ruído, como a cabine de comando de um porta-aviões, ou locais com muitas máquinas.

(Com informações do site O Futuro das Coisas – Crédito da imagem da capa: Lorrie Lejeune/MIT)