Biblioteca de universidade americana exibe raridades do Brasil.Biblioteca de universidade americana exibe raridades do Brasil. Pesquisadores da história e literatura brasileira e portuguesa dispõem agora de 60 mil itens da Biblioteca Oliveira Lima. Instalada na Universidade Católica da América, em Washington, ela foi reinaugurada em janeiro, após dois anos fechada.

A instituição foi organizada pelo diplomata, poeta, escritor e jornalista pernambucano Manoel de Oliveira Lima, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Ela tem em seu acervo seis mil livros raros e 600 obras de arte, além de correspondência trocada com intelectuais e políticos brasileiros e estrangeiros.

A astrônoma brasileira Duília de Mello, vice-reitora da universidade e responsável pelo acervo, assinalou que a reestruturação do espaço tem o objetivo de torna-lo um cento de estudos brasileiros e ibero-americanos. O local deverá funcionar de forma articulada com os demais departamentos da Universidade Católica.  A ideia é a de que ele propicie intercâmbio com universidades brasileiras em pesquisas sobre políticas públicas, diplomacia, estudos ibero-americanos, história do Brasil, além de cultura e língua portuguesa.

A biblioteca foi criada em 1916, mas começou a funcionar em 1924, depois que foram reunidos os livros de Oliveira Lima, espalhados pelos países por onde ele viveu com sua mulher, Flora.

Uma das raridades é o livro Rervm per octennivm in Brasilia, de 1647, do qual há três cópias no mundo. Escrito pelo holandês Gaspar Barleus, relata episódios da vida de Maurício de Nassau em Pernambuco.

QUEM FOI OLIVEIRA LIMA

Manoel de Oliveira Lima nasceu em Recife, em 25 de dezembro de 1867, e morreu em Washington, em 24 de março de 1928. Foi escritor, crítico, diplomata , historiador e jornalista. Representou o Brasil em diversos países e foi professor-visitante na Universidade Harvard. Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras.

Apaixonado por livros, colecionou-os ao longo de sua vida e montou o terceiro maior acervo sobre o Brasil, perdendo somente para a Biblioteca Nacional do Brasil e para a biblioteca da Universidade de São Paulo.

 

(com informações da Agência Fapesp)