As 47.488 toneladas de lixo eletrônico são avaliadas em mais de US$ 3 milhões

Em 2017, Tóquio apresentou uma iniciativa inovadora para contribuir com o meio ambiente: as medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020 serão feitas a partir de equipamentos eletrônicos descartados. A ideia é recolher, por exemplo, os celulares encostados em casa, recicla-los e reaproveitar os metais da estrutura de cada.

A meta do governo era recolher cerca de 47.488 toneladas de lixo eletrônico. Mais de 70% das cidades japonesas aderiram à campanha. Para isso, foram instalados pontos de coleta em lojas e agências do correio. O comitê cumpriu, em junho do ano passado, a meta de bronze, conseguindo 2.700Kg. Até outubro, quase 94% da meta de ouro já foi conquistada, 30,3Kg, e 85% da de prata foi extraída, 4.100Kg.

Resultados

Depois de dois anos, o comitê olímpico japonês anunciou que já foram recolhidos cerca de 47.488 toneladas de e-waste (lixo eletrônico em tradução livre). Esse número inclui mais de 5 milhões de telefones doados nos pontos de coleta, avaliados em mais de US$ 3 milhões. A estimativa é de que a missão de coleta de ouro, prata e bronze esteja cumprida com o que está armazenado e ainda não foi contabilizado neste início de ano. Ainda assim, o programa termina apenas no dia 31 de março.

O design das medalhas olímpicas e paraolímpicas deve ser revelado em maio ou junho.

Exigências do Comitê Olímpico Internacional

O Comitê Olímpico Internacional exige que cada medalha tenha o formato de círculo, com no mínimo 60mm de diâmetro e três centímetros de espessura. As medalhas de ouro e prata precisam ter ao menos 92,5% de prata e a de ouro obrigatoriamente precisa ter pelo menos seis gramas de ouro. A imagem do anverso (frente da medalha) precisa ter a Deusa Nike, que representa a vitória.

Há ainda exigências de relevo, altura, profundidade, espessura, peso e brilho. Ao contrário da olímpica, medalhas paralímpicas têm mais liberdade de criação.

Olimpíadas Rio 2016

Para os eventos no Rio de Janeiro em 2016, foram produzidas 2.488 medalhas olímpicas e 2.642 paralímpicas. As matérias primas utilizadas aqui também procuravam opções sustentáveis. O ouro foi retirado de uma mina que não utiliza mercúrio no processo. A prata era mais de 50% reciclada e o bronze 40%, os dois produzidos a partir de materiais que seriam descartados pela Casa da Moeda após a produção de moedas que circulam normalmente no país. Para as fitas presas às medalhas, foram usados em seu material 50% de garrafas PET recicladas.

Com agências internacionais.