sistema_lego_de_leitura_em_braile._fc_1_0O projeto Batlego foi criado por um grupo de estudantes de Natal e é resultado das aulas de robóticas dirigidas pelo professor Thiago Castro. O equipamento identifica o alfabeto a partir de cores, emitindo um som característico de cada letra decodificada para quem estiver usando. Os alunos projetaram o aparelho para que as crianças cegas pudessem ser alfabetizadas com mais facilidade.

A partir de um trabalho de pesquisa os alunos concluíram que uma das maiores dificuldades das crianças com deficiência visual é o aprendizado educacional por meio do manuseio do braile, que é considerado o melhor método de escrita e leitura para cegos. São 64 símbolos em relevo, resultantes de combinações de até seis pontos dispostos em duas colunas.

A proposta do Batlego  é, ao invés do ato de tocar, a pessoas ouça qual é a letra. O aparelho é composto por duas partes, um anel com sensores que fica instalado em uma das mãos, e uma máquina que reproduz o som da letra identificada pelo anel. A inspiração do projeto partiu do morcego, animal que vive no escuro e se orienta através de emissão de ondas sonoras.

A ideia é que seja um dispositivo simples, que alcance alto grau de desenvolvimento dos usuários. Caso seja transformado em equipamento sofisticado, será preciso estudar formas para não dificultar o manuseio nem o aprendizado.

Fonte: Novo Jornal