A empresa de arquitetura BIG Bijarke Ingels Group, em parceria com o MIT (Massachussets Institute of Technology) – e outras entidades da área de inovação -, desenvolveu um projeto revolucionário para proteger áreas costeiras do rápido crescimento populacional que, além de destruir milhares de hectares do oceano, afeta diretamente a vida marinha. A proposta, chamada de Oceanix, tem como objetivo a construção da primeira cidade flutuante, autossustentável e ecológica do mundo. O novo modelo habitacional é considerado tão promissor que chamou atenção da ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. A Organização reuniu uma equipe de líderes visionários, exploradores e engenheiros civis para avaliar o projeto apresentado pelas empresas.

Tecnologia

A cidade está projetada para ter uma área total de até 75 hectares e receber até 10 mil habitantes, que seriam divididos em bairros modulares de dois hectares cada.  Os espaços são de uso misto, onde é possível morar, trabalhar e realizar atividades físicas e de lazer. Segundo o site oficial da Oceanix, todas as estruturas construídas nos bairros seriam mantidas abaixo de sete andares para criar um centro de gravidade e evitar estragos causados pelos fortes ventos do oceano.  De acordo com o projeto, a cidade é a prova de catástrofes naturais, como tempestades e inundações. Sua tecnologia permite que a ilha seja desatada e rebocara para locais mais seguros em casos de extrema necessidade.

Autossustentável

Segundo o projeto original, a agricultura comunal é o coração de todas as plataformas da cidade flutuante, permitindo que os habitantes adotem a cultura de compartilhamento e sistemas de desperdício zero. Além disso, todos os bairros devem priorizar os materiais de origem local para serem utilizado na construção civil, dentre eles está o bambu de crescimento rápido, que é funcional e tão resistente quanto o aço.

Avaliação da ONU

No início de abril deste ano, após avaliação realizada pela equipe técnica, a Organização das Nações Unidas publicou na integra um artigo sobre a primeira reunião. No texto, a ONU afirma que as cidades flutuantes podem fazer parte de um novo arsenal de ferramentas para auxiliar as cidades costeiras que, devido às mudanças climáticas, estão correndo riscos de inundação. O documento cita, inclusive, a cidade de Bangkok, capital da Tailândia, que anualmente afunda cerca de dois centímetros.

O projeto, além de inovador e promissor, conta agora com o apoio das Nações Unidas para a sua realização. Não há data ou previsão de quando as cidades flutuantes serão construídas, mas a proposta tem grandes chances de sair do papel em um futuro não tão distante.

Fontes: Oceanix.org e ONU