Maioria morre afogada, segundo pesquisa de revista científica

O quão longe você iria pela selfie perfeita? Uma pesquisa publicada pela revista científica indiana Journal of Family Medicine and Primary Care  revelou que entre 2011 e 2017, foram registradas 259 mortes em acidentes causados pela tentativa de tirar um autorretrato.

Os números aumentam a cada ano, à medida que a cultura da selfie e as redes sociais para publicação de fotos ficam mais populares, acessórios como “pau de selfie” começaram a surgir e os celulares melhoraram suas câmeras frontais. Em 2014 foram 13 vítimas, já em 2016, esse número saltou para 98.

Índia é recordista

A Índia é o país com maior número de óbitos relacionados ao fenômeno, o Brasil registrou apenas oito. Os dados ainda mostram que, apesar das mulheres terem mais registros de acidentes, 72,5% das vítimas mortais são homens. A faixa etária é outro ponto interessante de análise e, como já era de se esperar, os jovens lideram: 29% dos casos foram registrados na faixa etária de 10 a 19 anos, mas a maior incidência é entre jovens adultos de 20 a 29 anos, que totalizam quase 41% das ocorrências.

Afogados e atropelados

Entre as causas de morte a maior ocorrência é de afogamentos, com 70 registros. Os acidentes são causados por ondas e quedas de barcos. A maioria das vítimas geralmente não sabe nadar. Em segundo lugar, com 51 mortes, estão os acidentes com meios de transporte, como trens em movimento. Empatados em terceiro lugar estão as quedas e incêndios, com 48 casos cada.

Uma medida que vem sendo tomada na tentativa de reduzir o número de acidentes em pontos turísticos arriscados, como penhascos e topos de edifícios, é a disposição de placas de aviso como “não são permitidas selfies”. Mumbai, na Índia, já possui 16 placas como essa.

Vale lembrar que os números devem ser ainda maiores do que esses, uma vez que a pesquisa só abrange os casos associados à selfies em reportagens disponíveis em inglês.

Fonte: agências de notícias.