Rim biônico deve mudar a vida de pessoas com problemas renais

Um grupo de cientistas da Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um rim artificial que promete cumprir todas as funções de um rim natural. Com previsão de chegada aos mercados em 2020, o rim biônico promete mudar a vida das pessoas com doenças renais.

Doentes renais crônicos dependem do aparelho da hemodiálise para viver. Neste procedimento, uma máquina limpa o sangue através de um filtro que remove resíduos prejudiciais, líquidos desnecessários e minerais do sangue. O procedimento é doloroso e leva cerca de quatro horas.

Ser dependente deste tratamento é o pesadelo de muitas pessoas, pois somente um transplante poderia resolver o problema. A fila de espera por um rim, no Brasil, já passa de 20 mil pessoas. Mas essa espera está prestes a acabar.

O rim biônico realizará todas as funções de um rim natural. Ele será capaz de filtrar o sangue da pessoa continuamente, além de controlar a pressão arterial e o equilíbrio entre potássio e o sódio sem a necessidade de visitas periódicas ao hospital, para sessões de 3 a 5 horas.

O rim artificial será implantado por meio de cirurgia e possuirá um microchip de silício que vai agir como um filtro. Cada dispositivo terá 15 camadas de microchips filtrantes, onde serão utilizadas células renais vivas com o objetivo de simular as atividades naturais dos rins que, de acordo com o Dr. Fissel, criador do rim biônico, “funcionarão sob o impulso do coração do paciente, filtrando o sangue que passa por ele”.

No Brasil

Atualmente, cerca de 15 mil pessoas por ano morrem no Brasil por conta de doenças renais. Por isso, pesquisadores da faculdade de São José do Rio Preto, em São Paulo, estão usando células-tronco, na intenção de fazer os rins doentes voltarem a funcionar. Eles descobriram uma chance de desacelerar o avanço da insuficiência renal através da aplicação de células-tronco que atuam com um papel regenerativo nos rins. Se obtiverem um resultado positivo, esse tratamento celular diminuirá a fila de espera por um transplante. Essa pesquisa é inédita no mundo e já foi reconhecida pela categoria médica internacional.

(imagem da Universidade de São Francisco)

Fonte: Psicologias do Brasil, Projeto Medicina, Simers.