Variação de temperatura provoca reações químicas que liberam a energia por tempo ilimitado

Uma equipe de cientistas, liderada pelo King’s College de Londres, desenvolveu um tijolo termogalvânico que gera energia limpa sempre que duas faces do tijolo estiverem em temperaturas diferentes. Por exemplo, se uma das faces do tijolo estiver recebendo a luz do Sol e a face oposta estiver protegida pela sombra, o tijolo estará produzindo energia.

O funcionamento ocorre através de processos de redução e oxidação eletroquímicos equilibrados na parte interna do tijolo. Sempre que os eletrodos dispersos nas suas faces estiverem em temperaturas diferentes, as reações eletroquímicas ocorrem e a energia é gerada. Os compostos usados nessas reações não são gastos, não esgotam e não precisam ser recarregados, o que torna o “tijolo verde” um bom substituto para os meios convencionais de energia limpa, como painéis solares e geradores eólicos.

Os Tijolos

A técnica utilizada contém o uso de água gelificada por dentro do tijolo e utiliza também uma estrutura feita em impressoras 3D baseada em uma superfície de schwarzita D, que, além de deixar o tijolo mais resistente que os comuns, funciona como um isolante térmico.

A equipe, que conta com cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e de Nova Gale do Sul, na Austrália, acredita que esse novo aparato ajude a fornecer energia elétrica em locais distantes de redes elétricas.

O professor Leigh Aldous, do Departamento de Química da King’s disse “A ideia é que esses tijolos possam ser impressos em 3D a partir de plástico reciclado, e usados para construções rápidas e fáceis como abrigos para refugiados. Pelo simples ato de manter os ocupantes mais quentes ou mais frios do que o ambiente externo, a eletricidade será produzida, suficiente para fornecer iluminação noturna e recarregar um telefone celular.”.

“Crucialmente, eles não exigem manutenção, recarga ou reabastecimento. Ao contrário das baterias, eles não armazenam energia, o que também elimina o risco de incêndio e restrições de transporte.” Completa o professor.

Fonte: Inovação Tecnológica, King’s College London