A tecnologia inteligente foi desenvolvida na Fatec de Mogi Mirim (SP)

 

Imagine um capacete capaz de identificar a queda de um motociclista e acionar socorro por si só. O capacete IOT, nomeado em homenagem ao termo em inglês “Internet of Things”, existe e foi desenvolvido por um estudante brasileiro do interior de São Paulo.

Idealizado por Kleython Rodrigues, de 36 anos, estudante do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Mogi Mirim (SP),  o acessório é equipado com um localizador GPS e é capaz de enviar uma mensagem aos contatos do motociclista informando que algo aconteceu.

Inspirado pelo trajeto de 50 quilômetros que fazia diariamente de motocicleta-  de Águas de Lindóia até Mogi Mirim – o estudante temia que se algo acontecesse durante a viagem e ele caísse na estrada, não teria como pedir socorro. Percebendo que sua preocupação poderia ser a mesma de muitas outras pessoas, Kleython procurou uma solução para atender a demanda de um público que passava pelas mesmas situações que ele.

Com a ajuda de professores e um amigo de classe, o estudante deu início ao projeto de iniciação científica na faculdade. Orientado pelo professores Márcio Sabino e Eliandro Rezende da Silva e apoiado pelo colega Glebson Francisco, Kleython desenvolveu o dispositivo que hoje é uma realidade.

Preservando a vida

Quando se tratam de acidentes automobilísticos, cada segundo é crucial para salvar a vida da vítima. Durante o desenvolvimento do capacete IOT, esse fato foi o motivo por trás da criação do dispositivo que, de acordo com o estudante, é o único no mundo que oferece ao usuário a possibilidade de pedido de socorro imediato em caso de acidente.

Como funciona

Ao constatar uma queda, o sistema emite um alarme sonoro. A partir desse momento, o motociclista tem até 60 segundos para pressionar o botão “estou bem”. Caso isso não aconteça, o mecanismo entende que deve acionar os contatos previamente estabelecidos pelo usuário.

O dispositivo utiliza sensores de aceleração, vibrações e impactos, além de um giroscópio que detecta o posicionamento espacial do capacete e identifica quando se encontra em uma posição que não é natural de uso, para identificar a queda.

Além disso, o sistema não depende do celular do motociclista para funcionar. Isso significa que o equipamento consegue acionar socorro por conta própria mesmo que o celular tenha se perdido ou quebrado na queda.

Ainda na fase de protótipo, os desenvolvedores da tecnologia têm como objetivo conseguir a patente e encontrar investidores para que o capacete seja colocado em produção. Porém, o objetivo principal é salvar vidas.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios