Aplicativo criado por brasileiro ajuda pessoas com deficiência a se comunicaremUm aplicativo criado por brasileiro ajuda pessoas com deficiência a se comunicarem e está conquistando espaço no mundo. A fim de oferecer maior autonomia e qualidade de vida à filha Clara, de nove anos, vítima de paralisia cerebral por um erro médico durante o parto, Carlos Pereira desenvolveu o Livox para tablets android. Ele possibilita Clara e outras pessoas deficientes a exercitar uma das principais necessidades humanas: comunicação.

O software foi premiado pela ONU como a melhor tecnologia inclusiva do mundo. Produzido para atender diferentes deficiências e doenças como autismo, esclerose lateral amiotrófica e sequelas de AVC (acidente vascular cerebral), incluindo até mesmo a cegueira, o Livox já atende 20 mil pessoas em meio ao total de um bilhão que sofrem com os mais diferentes problemas cognitivos. Trata-se da “maior minoria do mundo”, segundo o inventor do aplicativo, Carlos Pereira, referindo-se a um dado da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Livox facilitou a vida de muitas famílias que antes precisavam carregar pesados fichários com variadas fichas de comunicação. Agora, com um tablet, tudo fica muito mais prático, considerando as funcionalidades do software, que possui “IntelliTouch” para corrigir o toque impreciso da pessoa com deficiência, teclado que fala automaticamente palavra por palavra e personalização para cada tipo de necessidade.

Livox na Educação

A principal referência do uso deste equipamento em ambiente escolar fica no Recife. É o caso da Educação Infantil Engenho do Meio, escola localizada na periferia da capital pernambucana. Ela promove a inclusão de 86 alunos com algum tipo de deficiência física ou intelectual por meio de investimento feito pela Prefeitura, na compra de cinco mil licenças do software.

Comercializado em outras quatro línguas – inglês, árabe, espanhol e alemão – seu objetivo é expandir ainda mais esse empreendimento social ao redor do mundo como uma ferramenta de inclusão escolar, a fim de explorar o potencial de pessoas que durante muito tempo foram negligenciadas em diversas áreas da vida social.

(Com informações da Folha de S. Paulo)