Tecnologia substitui humanos em trabalhos rotineiros

Robôs e Softwares baseados em inteligência artificial já estão transformando a rotina em escritórios e revolucionando o mercado de trabalho. Segundo matéria do site da NPR (rádio pública norte-americana), no futuro, algumas profissões têm quase 100% de chance de serem automatizadas, muito embora alguns pesquisadores admitam que essas estimativas são difíceis e provavelmente estão erradas. Contudo, alguns setores já passam por este processo, como é o caso do telemarketing e até de alguns escritórios de advocacia.

A “Dra. Luzia”, por exemplo, já leu mais de mil decisões judiciais e gerou petições a partir de cada uma delas em menos de dois minutos. Desenvolvida pela Startup Legal Labs, Luzia foi programada para trabalhar em procuradorias da Fazenda e sabe interpretar decisões relacionadas à cobrança de tributos e até tomar ações como pedir a penhora de um bem do devedor.

Neste caso, a automação só é possível porque, geralmente, os processos são parecidos, seguindo sempre a mesma lógica e possuindo apenas alterações no que diz respeito a nomes, valores e bens disponíveis. “Ler os processos é uma atividade que toma muito tempo dos humanos, que poderiam se dedicar a tarefas mais complexas e importantes”, avalia Alexandre Rodrigues, diretor de operações da Legal Labs.

Segundo o professor Alexandre Pacheco, da Faculdade de Direito de São Paulo da FGV, o avanço tecnológico tem sido impulsionado pela demanda das grandes empresas por mais produtividade e qualidade nos serviços jurídicos. Isso pode afetar profissionais recém-formados e os que possuem dificuldades em conseguir clientes e, por consequência, se dedicam a processos mais simples e repetitivos. Profissionais melhores preparados e com habilidades sociais/de relacionamento, continuarão a ser requisitados.

Rita Cortez, presidente do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), diz ser favorável à tecnologia desde que ela ajude os profissionais a gerir seu trabalho e não a substituí-los.

Com informações da Folha de S. Paulo e NPR