Projeto é patrocinado pela Darpa, agência militar precursora no desenvolvimento da web

Se você sonhou que poderia ter um computador completamente à prova de hackers e depois acordou frustrado, não fique triste.  Esse dia pode estar chegando. No que depender dos pesquisadores da Universidade de Michigan (U-M), ele virá rapidamente. O chamado projeto Morpheus, que pretende desenvolver máquinas imunes aos ataques cibernéticos, já caminha a pleno vapor.

O Morpheus conta com uma doação de US$ 3,8 milhões da Darpa (Defense Advanced Research Projects Agency), uma superagência de pesquisas militares criada pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

O projeto do computador inexpugnável integra uma outra iniciativa da Darpa, o  System Security Integrated Through Hardware and Firmware (SSITH), cujo objetivo consiste em prover total segurança na microarquitetura dos chips. Seu orçamento é de US$ 50 milhões.

O projeto Morpheus escolheu como alvo remover as vulnerabilidades de hardware que são utilizadas pelos hackers para fazer ataques virtuais. Nos próximos cinco anos, eles pretendem eliminar as principais portas por onde ocorrem os ataques, tais como permissões e privilégios; erros de buffer; gerenciamento de recursos; vazamento de informações; erros numéricos e de criptografia e injeção de código.

A lógica da proteção tem como alvo futuras ameaças, mesmo que elas ainda nem tenham sido identificadas. Em outra vertente, objetiva desenvolver um hardware que seja capaz de proteger tanto máquinas quanto aplicativos. Para isso, trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia que altera constantemente a localização de senhas e de eventuais bugs, confundindo os hackers.

As especificações do SSITH e do Morpheus, que está englobado nele, parecem atualmente coisa de ficção científica. Ainda não dá para saber qual será o resultado e nem quando ele estará disponível para o usuário comum.

Porém, se lembrarmos que o Darpa criou em 1969 uma rede de comunicação usada por militares, chamada Arpanet, a situação muda de figura. Esse sistema evoluiu nas últimas décadas e se tornou o que hoje chamamos de internet.