A diversidade de gênero em cargos de liderança melhora o desempenho e o lucro das empresas na América Latina. É o que constatou o novo estudo da consultoria McKinsey, que analisou 700 empresas de capital aberto no Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e Argentina. O levantamento mostrou que companhias com mulheres na liderança têm 50% mais probabilidade de aumentar os lucros.

Outro estudo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), chamado “Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança”, entrevistou 13 mil empresas de 70 países e constatou  que, para mais de 75% das companhias, a diversidade de gênero contribui para melhorar o rendimento dos negócios.

O estudo aponta ainda que quase três entre quatro empresas que promovem a diversidade de gênero em cargos de direção dizem ter obtido aumento de 5% a 20% nos lucros. Falando só do Brasil, segundo a OIT, de 451 empresas entrevistadas, mais de 71% afirmam que as iniciativas de diversidade e igualdade de gênero aumentaram seus resultados financeiros. 29% destas empresas dizem que o lucro cresceu entre 10% e 15% e 26% apontam ganho de 5% a 10% maior.

Mulheres no comando de startups

A frente do AppGuardian – aplicativo de controle parental que conecta pais e filhos, está a CEO e fundadora, Luiza Mendonça. Sua startup foi lançada em 2018 e é o primeiro aplicativo de conexão parental 100% nacional e com suporte em português, totalmente personalizado de acordo com a realidade de cada família e das faixas etárias dos filhos.

O buscador de voos TurismoCity foi desenvolvido por quatro homens, que apostaram na diversidade de gênero para a liderança da empresa no Brasil. Com ampla experiência no Turismo e em metabuscadores, a executiva Paula Rebouças assumiu o cargo de Country Manager, com o objetivo de fortalecer a marca no Brasil, ampliar a rede de parcerias com empresas nacionais, gerando opções mais qualificadas aos usuários.

Crescimento liderado por mulheres

A Agência NoAr é comandada pelas empreendedoras Mariana Hinkel e Marina Mosol. A empresa, que atua há 7 anos no mercado de comunicação, cresceu 40% no último ano, com clientes que vão desde multinacionais a startups, das áreas de tecnologia, saúde e beleza.

Em 2015, a russa Daria Rebenok criou, no Vale do Silício, EUA, a Grabr – startup de compartilhamento de bagagens. No Brasil desde 2017, a plataforma é comandada no país pela embaixadora Michele Chain, marketing manager da empresa. A empresa funciona como um marketplace para conectar compradores a viajantes internacionais ao redor do mundo. De um lado, os viajantes monetizam suas viagens ao trazer produtos dentro do espaço livre de suas bagagens e do outro, os compradores acessam produtos do exterior mesmo sem viajar.  Presente em 120 países, a Grabr hoje possui cerca de 1 milhão de usuários entre compradores e viajantes, sendo que 400 mil estão no Brasil.

Já Andreza Gonçalves criou, em agosto de 2018, a Stoltz – loja virtual de bolsas femininas -, após deixar o cargo de Gerente de Inteligência de Mercado no Grupo Marista. Vender pela internet garante que as bolsas da Stoltz sejam comercializadas em todo país. Com sede em Curitiba, Andreza trabalha com estoque próprio e vende para diversas cidades em todo Brasil, com ticket médio de R$ 150. A Stoltz disponibiliza mais de 25 modelos de bolsas femininas no seu e-commerce. Para 2019, a expectativa da marca é crescer cerca de 200%.